segunda-feira, 14 de março de 2011

Os Animais e Sua DIvina Função

por Vera Ghimel - veraghimel@oi.com.br e veraghimmel@yahoo.com.br - Retirado do blog vera.ghimmel.zip.net






Abordei esse tema por vários motivos. Um deles é o meu inesgotável amor aos animais. Os ditos domésticos sempre foram meus amigos desde cedo e desde sempre. Quando criança, sempre foram companheiros leais e constantes para o meu solitário mundo infantil. Tive muitos gatos e hoje falo especialmente de um: Ravengar. Batizei-o assim, pois estava no ar uma novela chamada "Que Rei Sou Eu?", na Rede Globo. Referia-se a um bruxo da Corte. Mas o meu Ravengar era do BEM. Era todo preto e muito peludo, o que lhe dava um charme especial. Recebeu todo o carinho e cuidados e retribuía com muitas demonstrações de afeto. Disseram-me que ele seria meu guardião das energias negativas. E foi assim que um dia ele tomou o primeiro impacto. Ficou estranho, cabisbaixo e sem comer. Corri para uma clínica veterinária que, na época, tratava dos bichos da Xuxa. O dono do lugar já foi adiantando logo após examiná-lo: "Ele não tem muito tempo de vida". Entrei em desespero. Ravengar já estava comigo há mais de dois anos e eu não ia recuar.



Mas logo apareceu o outro veterinário e discretamente me perguntou: "Você acredita em magia? Esse gato segurou uma que vinha em sua direção". Lembrei, imediatamente, do que havia sido falado quanto a ele ser meu guardião. Falei para o Zé Carlos segurar o Ravengar na clínica, pois eu voltaria logo. Fui, então, pra casa, me concentrei e limpei completamente a magia dele, à distância. Não podia fazer ali, na Veterinária, pois nada entenderiam. Retornei e o Ravengar começou a melhorar.



Desde esse episódio ele nunca mais ficou doente. Lembro de um fato engraçado durante a minha gravidez... meu filho se mexia muito e eu deitada na minha cama, barrigão de 8 meses pra cima, com Ravengar sentado ao lado da barriga; víamos meu filho fazendo uma bagunça lá dentro como se fosse uma provocação. Ravengar ficava com os olhinhos matreiros e dava tapinhas carinhosos com sua patinha como se quisesse brincar com aquela bolinha rolando por debaixo da pele.



Assim como o Ravengar, vários animais de estimação fazem silenciosamente o seu trabalho de proteger-nos. Pra quem não sabe, eles nos ajudam a caminhar aqui na Terra. Os cachorros, quando ficam perto do dono sem que este o chame, podem estar identificando doenças físicas que muitas vezes se desconhece. Os cachorros também ajudam na transmutação de emoções como tristeza, melancolia, etc. Os gatos ajudam a transmutar as energias negativas do lugar, atraindo pra si essas influências. Não era sem motivo que as bruxas mantinham gatos próximos delas.



Vi certa vez, na TV, um relato que muito me emocionou. Uma senhora inglesa contava que quando estava costurando no andar de baixo de sua casa, o seu gato preto começou a tocar as suas pernas com as duas patas, insistentemente. Ela achou que era para dar atenção e lhe fez carinho, só que ele não parou e continuou de uma forma mais firme quase arranhando-a. Disse ao repórter que não entendia o porquê dele estar assim agitado e foi então que, minutos depois, ouviu um miado saindo pelo rádio transmissor que se encontrava no berço de sua filha. Era a famosa babá eletrônica instalada pertinho do bebê. Imediatamente, ela subiu as escadas para retirar o gato de dentro do berço e, pra seu espanto, viu a menininha se asfixiando. O bebê já estava ficando azulado e ela correu com ela para o hospital salvando-a assim. Enquanto, emocionada, contava a história, ao lado estava a menina, já com 10 anos, agarrada naquele felpudo herói que inteligentemente, encontrara uma maneira de chamar a atenção de sua mãe.



Ravengar viveu até os 14 anos. Hoje guardo o seu retrato em minha casa como um grande amigo que certamente tive. Dizem os mestres ascensionados que quando um amigo do reino animal se vai, em 3 meses ele poderá voltar a você em outro corpo para continuar te protegendo. Poderá ser um outro gato ou mesmo um animal de uma outra espécie. Você o reconhecerá pelo olhar. O meu amigo peludo se foi há 8 anos. Há 10 anos tenho outro amigo chamado Gaspar. Este é todo branco. Só falta falar. Todos os dias na mesma hora me acorda, tocando o meu braço com delicadeza, me espera na porta como se fosse um cachorro e se comporta como tal. Eu o chamo e ele, de onde estiver, vem miando como se respondesse: "Estou aqui!".



Quem tem bicho em casa sabe. São leais e amorosos. Recentemente descobri que esses maravilhosos companheiros são levados para visitarem pessoas idosas nos asilos. Ajudam-nas a se exercitarem. É uma equipe de treinadores que desenvolve esse trabalho com muitos bons resultados. São ótimas companhias para pessoas que vivem sozinhas, em apartamentos, desenvolvendo nelas o amor constante.



Precisamos conscientizar as pessoas, principalmente as crianças, que ter um bicho de estimação é muito sério. Quem não trata bem os animais adquire um karma grave. Já ouvi pessoas afirmarem que não gostam de bichos. Desconfio sempre de pessoas assim. Quem não gosta de bicho não gosta de gente, não gosta de nada. Tem também aquelas que gostam momentaneamente. Vão a uma loja e acham uma gracinha o animal ali exposto e o levam pra casa sem ter nenhuma idéia de como proceder. Na primeira dificuldade que surge, quando precisam viajar, despejam o animal no primeiro abrigo como se fosse uma roupa que não mais se quer usar.



Sou sócia da SUIPA - Sociedade União Internacional Protetora dos Animais - aqui no Rio de Janeiro que abriga, em sua sede, cerca de 9 mil cães abandonados, além de quase 700 felinos e de outras espécies que chegam, diariamente, trazidos por pessoas que os abandonam com várias desculpas: mudança de endereço; animal idoso e com problemas de "odor"; nascimento de bebês; pedido de médicos de várias especialidades; separação de casal; desemprego; despejo; além dos "humanos bonzinhos" que mentem dizendo que o animal havia sido recolhido da rua, por eles, naquele exato momento. Ao irem embora, os animais "recolhidos" uivam e entram em depressão até a morte. Animais também são trazidos pelo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Policias Civil, Militar e Federal, empresas privadas e até Prefeituras de municípios próximos.



Há de chegar o tempo em que os bichos não mais terão medo dos seres humanos, como aconteceu, recentemente nas Montanhas Foja, na ilha indonésia da Nova Guiné, onde foi descoberto um paraíso escondido, com mais de 700 tipos de plantas e animais. O local, que se manteve intocado pelos humanos, é o mais próximo do Jardim do Éden que se pode encontrar no planeta. São os sinais do céu na Terra.





Texto revisado por Cris

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